Ensaio Pré-selecionado de Ivan Abreu

Tempos de Dissidência (PT) 2019 marca uma nova virada na história de Hong Kong, um território em disputa por duas forças políticas opostas. Uma proposta de emenda à lei de extradição feita pelo governo local gerou uma série de manifestações em massa.

Os efeitos dos movimentos pró-democracia, o sentimento anti-Pequim e o aumento do engajamento social atuaram para mudar o futuro político da cidade, acelerando uma maior intervenção do governo central chinês.

Manifestações que inicialmente eram pacíficas derivaram a confrontos violentos quase a diário. Como consequência, milhares de manifestantes e figuras políticas foram presos, muitas famílias se viram desestruturadas e a imagem da força policial ficou danificada, no que parece ser um conflito geracional irreconciliável.

Além disso, a reação inepta do governo local resultou na perda de credibilidade da elite política da cidade, indicando que a agitação social poderia continuar por algum tempo.

No entanto, após meses de agitação e confrontos violentos entre grupos de manifestantes pró-democracia e a polícia de Hong Kong em 2019, 2020 marcou uma nova realidade para a população da Região Administrativa Especial chinesa.

O ano começou com novas e massivas manifestações, ocupando as ruas e evidenciando que a turbulência política voltaria a fazer parte do dia a dia da cidade. Comícios, protestos e fash-mobs continuaram a surgir diariamente durante os primeiros meses de 2020 em uma tentativa da população de Hong Kong de manifestar uma clara resistência ao estrangulamento das liberdades individuais e politicas cada vez maior impostas por Pequim.

Em retaliação aos acontecimentos e dissidências, o governo central chinês aprovou no dia 30 de junho de 2020 durante o Congresso Nacional do Povo uma impopular Lei de Segurança Nacional para Hong Kong, impondo uma série de medidas que criminalizam as atividades políticas, que colocam em risco a liberdade de imprensa e que levaram à novas prisões de ativistas pró-democracia, jornalistas e políticos.

Como resultado, pequenos negócios e organizações civis que apoiavam o movimento mudaram seus perfis, removeram cartazes e postagens nas redes sociais em uma clara situação de auto-censura. Muitos habitantes de Hong Kong, principalmente jovens, começaram a procurar maneiras de deixar a cidade, sentindo que a lei prejudicaria profundamente seus direitos fundamentais de expressão e liberdade.

As fotos desta série foram tiradas durante alguns dos principais protestos, confrontos, comícios e assembleias que culminaram nesta nova situação em que o governo chinês colocou um focinho no campo pró-democracia — entre junho de 2019 e junho de 2020.

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